segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

DÉBORAH

Nome forte, nome bíblico, jamais esqueceria as alunas que passaram pelas minhas mãos, registradas com esse nome. Vamos começar pela Déborah, filha da Inah Lúcia, irmã do nosso querido amigo Procópio e do Antonio Carlos.  Dos três irmãos, apenas o Procópio criou raízes em Lençóis. Antonio Carlos e Inah foram para o Paraná. Casaram-se, como não poderia deixar de ser, com lençoenses (Giofrê e Serralvo). Antonio Carlos e Inah têm raízes aqui e sempre voltam para rever o irmão e outros parentes que aqui deixaram. Quando tenho oportunidade de conversar com seus familiares, sempre peço notícias. Déborah, de quem estamos falando, não é mais uma menininha. Os anos foram  passando. A menina seguiu sua vida. Hoje, com certeza, está casada e realizada profissionalmente, pois era uma excelente aluna. Um traço marcante em Débora era a sua meiguice. Nestes últimos tempos, tenho me detido na organização de cartas, cartões, bilhetes, santinhos, que recebi ao longo de meus quase trinta anos de magistério, tentando agrupá-los por escola. Foi fazendo isso, que encontrei uma cartinha da Débora, expressando o seu carinho por mim. De um lado, a cartinha, e do outro, um poema que vou transcrever:

SENHOR, SEREI PONTE
Olho a ponte
Escuto a linguagem da ponte
Sou forte, muito forte!...
Resisto a tudo!...
Permaneço estática.
Persevero no meu posto!...
Nasci para unir.
Senhor,...
Quero ser ponte também
Serei ponte para os corações chegarem a ti

Ser ponte!...
Unir a terra aos céus
Unir pessoas entre si
Unir os desunidos
Unir os desencontrados
Unir os corações
Sim!...
Senhor!...
Serei ponte!

Com certeza, não foi de qualquer lugar que Déborah copiou este poema. Tendo os avós que teve e os pais que tem, boas mensagens é que não faltavam. Tudo é artesanal no cartão feito por suas mãozinhas de criança. Um pedaço de cartolina cor de rosa, duas folhas de papel de carta, um pouco de cola e o desejo de homenagear a professora. Lembranças como essa jamais irão para a lata do lixo. São pontes que me levam para o passado e me enchem de saudade. Das outras Déborahs, falarei no momento oportuno. Em tempo, Déborah foi minha aluna no Dr. Paulo Zillo, no ano de 1.973. Os alunos tinham por hábito, nas festinhas de final de ano, fazer  cartõezinhos para os professores, desejando Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Esta cartinha data de 12 de dezembro de 1.973.



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