segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

UM FATO INUSITADO (INÍCIO DE 1.977)

Remanejadas do Paulo Zillo, mas sem teto para nos abrigar! A nova escola ainda não estava pronta e o ano letivo já estava começando. Para onde ir? Provisoriamente ocupamos salas da escola do “QUITINHO”, como carinhosamente era chamada a Escola Francisco Garrido. Eu estava, na época, (início de 1.977) com três filhos: Cássia, Evandro e Fernando. O Fernando era um bebê. Havia nascido no dia 16 de setembro do ano anterior, estava, portanto, com 5 meses e ainda mamava no peito. Foi, então, que solicitei ao Diretor, licença para sair na hora do recreio para amamentá-lo. A permissão foi dada, mas eu não poderia sair da escola, alguém teria que levar o Fernando, todos os dias, na hora do recreio para mamar. E assim aconteceu. Isto foi possível porque a escola do Quitinho era perto de minha casa. Minha mãe assumiu esta missão. Não sei quanto tempo isto durou, como não sei também quanto tempo ficamos ali. Não me lembro da mudança de uma escola para outra. Só me lembro que em termos de prédio, perdemos muito. Localizada no Parque Residencial São José, na rua Gabriel Oliveira Rocha, s/n, a nova escola dispunha de uma enorme área. Sua construção seguiu os modernos padrões da época. Era formada por duas alas, separadas por um canteiro central. As salas de aula ocupavam uma ala inteira e não havia comunicação entre elas. Todas as portas davam para o canteiro central. Do outro lado ficavam todas as demais dependências: sala dos professores, secretaria, diretoria, banheiros, sala dos inspetores escolares, cozinha, despensa, galpão, banheiros dos alunos e mais três ou quatro salas de aula. As únicas salas de aula que não se abriam para o canteiro central eram as localizadas na ala administrativa. Logo pudemos sentir como era difícil movimentar os alunos em dias de chuva. Isto sem falar da poeira que tínhamos de engolir nos longos períodos de estiagem, porque a área livre do terreno não contava com nada: nenhum gramado, nenhuma árvore, nem sequer uma quadra para Educação Física. Tudo foi saindo com muita morosidade. Conforto na sala de aula? Nenhum. O piso era rústico. Logo começou a esfarelar. O chão tinha que ser respingado com água para poder ser varrido. O que valeu a pena foram os alunos que recebemos, o corpo docente de primeiríssima linha, a direção firme, o apoio das famílias, as campanhas desenvolvidas, enfim, uma escola que começou e se projetou no cenário educacional de Lençóis Paulista.  E.E.P.G. do Parque Residencial São José, hoje “Antonieta Grassi Malatrazi”, nome de uma das melhores professoras de Lençóis Paulista. Os anos passaram, o bairro cresceu, novos bairros surgiram, como também novas escolas. Alunos que vinham da Cecap hoje têm sua própria escola. E o Malatrazi passou a absorver alunos do Jardim Primavera. Novos tempos, novos desafios! Se hoje conta com um prédio totalmente reformado, acolhedor e com um grande contingente de alunos, também conta  com direção empreendedora e corpo docente capaz de continuar sua sublime missão de EDUCAR! Tenho lembranças incríveis dos anos que ali trabalhei. Voltar para o Paulo Zillo? Nunca mais. Foi maravilhoso começar tudo de novo ali. Foi como ingressar pela segunda vez. Só me removi dali para o Esperança de Oliveira, quando faltava pouco tempo para minha aposentadoria. Quero agora abrir um espaço no meu blog para falar de lembranças que guardo carinhosamente de  quantos cruzaram comigo no MALATRAZI!   

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