Remanejadas do Paulo Zillo, mas sem teto para nos abrigar! A nova escola
ainda não estava pronta e o ano letivo já estava começando. Para onde ir?
Provisoriamente ocupamos salas da escola do “QUITINHO”, como carinhosamente era
chamada a Escola Francisco Garrido. Eu estava, na época, (início de 1.977) com
três filhos: Cássia, Evandro e Fernando. O Fernando era um bebê. Havia nascido
no dia 16 de setembro do ano anterior, estava, portanto, com 5 meses e ainda
mamava no peito. Foi, então, que solicitei ao Diretor, licença para sair na
hora do recreio para amamentá-lo. A permissão foi dada, mas eu não poderia sair
da escola, alguém teria que levar o Fernando, todos os dias, na hora do recreio
para mamar. E assim aconteceu. Isto foi possível porque a escola do Quitinho
era perto de minha casa. Minha mãe assumiu esta missão. Não sei quanto tempo
isto durou, como não sei também quanto tempo ficamos ali. Não me lembro da
mudança de uma escola para outra. Só me lembro que em termos de prédio,
perdemos muito. Localizada no Parque Residencial São José, na rua Gabriel
Oliveira Rocha, s/n, a nova escola dispunha de uma enorme área. Sua construção
seguiu os modernos padrões da época. Era formada por duas alas, separadas por
um canteiro central. As salas de aula ocupavam uma ala inteira e não havia
comunicação entre elas. Todas as portas davam para o canteiro central. Do outro
lado ficavam todas as demais dependências: sala dos professores, secretaria,
diretoria, banheiros, sala dos inspetores escolares, cozinha, despensa, galpão,
banheiros dos alunos e mais três ou quatro salas de aula. As únicas salas de
aula que não se abriam para o canteiro central eram as localizadas na ala
administrativa. Logo pudemos sentir como era difícil movimentar os alunos em
dias de chuva. Isto sem falar da poeira que tínhamos de engolir nos longos
períodos de estiagem, porque a área livre do terreno não contava com nada:
nenhum gramado, nenhuma árvore, nem sequer uma quadra para Educação Física. Tudo
foi saindo com muita morosidade. Conforto na sala de aula? Nenhum. O piso era
rústico. Logo começou a esfarelar. O chão tinha que ser respingado com água
para poder ser varrido. O que valeu a pena foram os alunos que recebemos, o
corpo docente de primeiríssima linha, a direção firme, o apoio das famílias, as
campanhas desenvolvidas, enfim, uma escola que começou e se projetou no cenário
educacional de Lençóis Paulista. E.E.P.G. do Parque Residencial São José,
hoje “Antonieta Grassi Malatrazi”, nome de uma das melhores professoras de
Lençóis Paulista. Os anos passaram, o bairro cresceu, novos bairros surgiram,
como também novas escolas. Alunos que vinham da Cecap hoje têm sua própria
escola. E o Malatrazi passou a absorver alunos do Jardim Primavera. Novos
tempos, novos desafios! Se hoje conta com um prédio totalmente reformado,
acolhedor e com um grande contingente de alunos, também conta com direção
empreendedora e corpo docente capaz de continuar sua sublime missão de EDUCAR!
Tenho lembranças incríveis dos anos que ali trabalhei. Voltar para o Paulo
Zillo? Nunca mais. Foi maravilhoso começar tudo de novo ali. Foi como ingressar
pela segunda vez. Só me removi dali para o Esperança de Oliveira, quando
faltava pouco tempo para minha aposentadoria. Quero agora abrir um espaço no
meu blog para falar de lembranças que guardo carinhosamente de quantos
cruzaram comigo no MALATRAZI!
Zu que maravilha...esse blog é uma dádiva...parabéns!!!
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