Quem passou pela experiência de ser aluno da própria mãe, sabe que não é
uma experiência muito agradável, principalmente, quando se espera
desfrutar de alguns privilégios. Além de ser professora de dois dos meus
filhos, fui professora de um irmão. Este irmão havia frequentado uma escola
rural, em uma fazenda que pertencia ao distrito de Domélia. Meus pais moraram
alguns anos ali e quando o Sidney chegou na idade de ser alfabetizado,
frequentou a escola que funcionava ali. Meus pais iam e voltavam todo final de
semana. Na época, iam até Agudos, e por estrada de terra seguiam até a fazenda,
que ficava mais perto de Domélia do que de Agudos. A professora ia de Agudos e
ficava lá a semana toda. Morava com meus pais. Chamava-se Célia e era irmã da
Nilza, também professora, que foi casada com o nosso saudoso José Alfredo. A
amizade perdura até hoje. Quando chegou a hora de fazer o quarto ano, o Sidney
precisou ser matriculado na cidade, pois as escolas isoladas não ofereciam o
quarto ano. Foi então que, matriculado na E.E.P.G. Dr. Paulo Zillo, cursou o
quarto ano comigo. Lembro que sua adaptação foi difícil, mas ele venceu. Não
podia paparicá-lo, pois a classe era muito forte, então, tinha que exigir o
máximo dele. Não sei que marcas deixei como sua professora, mas ele deve ter
sofrido bastante. Quando a minha filha mais velha chegou à idade escolar, eu
não estava no Paulo Zillo, eu já estava no Malatrazi. Ela fez o pré com a
professora mais famosa de Lençóis na época, a Adahir Grassi Nelli, no Virgílio
Capoani. Porém, da primeira à oitava série estudou no Esperança de Oliveira,
que fica a uma quadra de casa. Quando o segundo filho entrou na escola, eu
também estava no Malatrazi. No primeiro ano, sua turma sofreu muito com a
aposentadoria da professora que ocorreu no meio do ano. Infelizmente, as
substitutas não conseguiram levar a alfabetização à bom termo. Foi a professora
Denise Orsi, uma das melhores alfabetizadoras que já tivemos, que recuperou a
classe no ano seguinte. Quando o Evandro chegou no quarto ano, tomei a decisão
de transferi-lo para o Malatrazi para fazer o quarto ano comigo. Não sei se fiz
isso por ele ou por mim. Valeu a pena. Isto aconteceu em 1.985. Neste ano fiz
inscrição para remoção e consegui ir para o Esperança de Oliveira. Aliás,
viemos os dois. Antes mesmo de iniciar o novo ano, aconteceu a Primeira
Comunhão do Evandro, que se preparou junto com a turma do Esperança de
Oliveira. Fez novas amizades no Malatrazi, mas a catequese frequentou com a
turma do Esperança de Oliveira. Teve como professora de quarto ano, a mãe, que
tirou dele o máximo que pôde. Como catequista, uma mulher extraordinária, Dona
Adélia Segalla Lorenzetti. Há pouco tempo, sua neta Raquel, logo depois da
morte de sua avó, veio nos devolver a lembrança da Primeira Comunhão do
Evandro, guardada há tantos anos entre seus pertences.
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