domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mãe e Professora

Quem passou pela experiência de ser aluno da própria mãe, sabe que não é uma experiência muito agradável, principalmente, quando  se espera desfrutar de alguns privilégios. Além de ser professora de dois dos meus filhos, fui professora de um irmão. Este irmão havia frequentado uma escola rural, em uma fazenda que pertencia ao distrito de Domélia. Meus pais moraram alguns anos ali e quando o Sidney chegou na idade de ser alfabetizado, frequentou a escola que funcionava ali. Meus pais iam e voltavam todo final de semana. Na época, iam até Agudos, e por estrada de terra seguiam até a fazenda, que ficava mais perto de Domélia do que de Agudos. A professora ia de Agudos e ficava lá a semana toda. Morava com meus pais. Chamava-se Célia e era irmã da Nilza, também professora, que foi casada com o nosso saudoso José Alfredo. A amizade perdura até hoje. Quando chegou a hora de fazer o quarto ano, o Sidney precisou ser matriculado na cidade, pois as escolas isoladas não ofereciam o quarto ano. Foi então que, matriculado na E.E.P.G. Dr. Paulo Zillo, cursou o quarto ano comigo. Lembro que sua adaptação foi difícil, mas ele venceu. Não podia paparicá-lo, pois a classe era muito forte, então, tinha que exigir o máximo dele. Não sei que marcas deixei como sua professora, mas ele deve ter sofrido bastante. Quando a minha filha mais velha chegou à idade escolar, eu não estava no Paulo Zillo, eu já estava no Malatrazi. Ela fez o pré com a professora mais famosa de Lençóis na época, a Adahir Grassi Nelli, no Virgílio Capoani. Porém, da primeira à oitava série estudou no Esperança de Oliveira, que fica a uma quadra de casa. Quando o segundo filho entrou na escola, eu também estava no Malatrazi. No primeiro ano, sua turma sofreu muito com a aposentadoria da professora que ocorreu no meio do ano. Infelizmente, as substitutas não conseguiram levar a alfabetização à bom termo. Foi a professora Denise Orsi, uma das melhores alfabetizadoras que já tivemos, que recuperou a classe no ano seguinte. Quando o Evandro chegou no quarto ano, tomei a decisão de transferi-lo para o Malatrazi para fazer o quarto ano comigo. Não sei se fiz isso por ele ou por mim. Valeu a pena. Isto aconteceu em 1.985. Neste ano fiz inscrição para remoção e consegui ir para o Esperança de Oliveira. Aliás, viemos os dois. Antes mesmo de iniciar o novo ano, aconteceu a Primeira Comunhão do Evandro,  que se preparou junto com a turma do Esperança de Oliveira. Fez novas amizades no Malatrazi, mas a catequese frequentou com a turma do Esperança de Oliveira. Teve como professora de quarto ano, a mãe, que tirou dele o máximo que pôde. Como catequista, uma mulher extraordinária, Dona Adélia Segalla Lorenzetti. Há pouco tempo, sua neta Raquel, logo depois da morte de sua avó, veio nos devolver a lembrança da Primeira Comunhão do Evandro, guardada há tantos anos entre seus pertences.

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