terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GRATIDÃO

Sou saudosista sim. Guardo com carinho todos os cartões, cartinhas, que recebi dos meus alunos, ao longo de minha vida profissional, como também os que recebi de amigas, parentes, etc. Guardo até os convites de formatura de meus filhos, sobrinhos, etc. Pasmem, tenho todos os cartõezinhos que acompanharam os presentes que recebi quando me casei. É tão bom tocar, reler e relembrar. Quero olhar para frente, mas sem me esquecer do passado. Quanta coisa escrevo hoje, surpreendendo meus próprios filhos! Quem sabe não seria agora a hora certa para tudo isso? Hoje tenho tempo para isso e tenho muito prazer em fazê-lo. Como escolhi continuar a minha proposta inicial do blog, registrando minhas vivências pelas escolas onde trabalhei,  estou agora  remexendo nos guardados da época do Malatrazi. Eis que encontro uma carta, cuja postagem data de 23 de dezembro de 1.983. Remetente: MICHELE C. GARCIA, Rua Expedicionários, 425, Lençóis Paulista, S.P. De dentro, tiro um cartão com a seguinte mensagem: ”Feliz Natal para um ser humano maravilhoso, um Natal cheio de luz, iluminando o seu caminho e conduzindo à verdadeira felicidade. Com carinho, Michele”. Junto com o cartão, uma carta de sua mãe, a ARLÉIA. Ela começa com as mesmas palavras do cartão: ”Feliz Natal para um ser humano maravilhoso, e este ser humano é você Zuleika, que com carinho ajudou-nos no progresso da Michele, e juntas conseguimos com que ela gostasse de estudar. Isto, Zuleika, não tem preço e nem palavras que paguem. O amor não é simplesmente amar e sim provar que amamos. E você provou que ama a profissão, que és realmente merecedora dos elogios que lhe fazem. Obrigada amiga, que você encontre junto aos seus, felicidade em demasia, para assim poder continuar distribuindo-a. Que você seja muito, mas muito feliz, é o que lhe desejamos, pois, você foi uma pessoa  que nos ajudou a sermos mais felizes. Obrigada e que Deus continue do seu lado, ajudando-a a compreender o próximo,  dando-lhe paciência e fé no futuro. ARLÉIA”. Obrigada, Arléia. Você não viveu o bastante para ver como suas filhas desabrocharam. Até hoje, onde elas me encontram, estampam aquele sorriso largo e brota aquele abraço carinhoso. Arléia, você não morreu, está viva nas filhas e netos. Saudades e gratidão.

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