Sou saudosista sim. Guardo com carinho todos os cartões, cartinhas, que
recebi dos meus alunos, ao longo de minha vida profissional, como também os que
recebi de amigas, parentes, etc. Guardo até os convites de formatura de meus
filhos, sobrinhos, etc. Pasmem, tenho todos os cartõezinhos que acompanharam os
presentes que recebi quando me casei. É tão bom tocar, reler e relembrar. Quero
olhar para frente, mas sem me esquecer do passado. Quanta coisa escrevo hoje,
surpreendendo meus próprios filhos! Quem sabe não seria agora a hora certa para
tudo isso? Hoje tenho tempo para isso e tenho muito prazer em fazê-lo. Como
escolhi continuar a minha proposta inicial do blog, registrando minhas
vivências pelas escolas onde trabalhei, estou agora remexendo nos
guardados da época do Malatrazi. Eis que encontro uma carta, cuja postagem data
de 23 de dezembro de 1.983. Remetente: MICHELE C. GARCIA, Rua Expedicionários,
425, Lençóis Paulista, S.P. De dentro, tiro um cartão com a seguinte mensagem: ”Feliz
Natal para um ser humano maravilhoso, um Natal cheio de luz, iluminando o seu
caminho e conduzindo à verdadeira felicidade. Com carinho, Michele”. Junto com
o cartão, uma carta de sua mãe, a ARLÉIA. Ela começa com as mesmas palavras do
cartão: ”Feliz Natal para um ser humano maravilhoso, e este ser humano é você
Zuleika, que com carinho ajudou-nos no progresso da Michele, e juntas
conseguimos com que ela gostasse de estudar. Isto, Zuleika, não tem preço e nem
palavras que paguem. O amor não é simplesmente amar e sim provar que amamos. E
você provou que ama a profissão, que és realmente merecedora dos elogios que
lhe fazem. Obrigada amiga, que você encontre junto aos seus, felicidade em
demasia, para assim poder continuar distribuindo-a. Que você seja muito, mas
muito feliz, é o que lhe desejamos, pois, você foi uma pessoa que nos
ajudou a sermos mais felizes. Obrigada e que Deus continue do seu lado,
ajudando-a a compreender o próximo, dando-lhe paciência e fé no futuro.
ARLÉIA”. Obrigada, Arléia. Você não viveu o bastante para ver como suas filhas
desabrocharam. Até hoje, onde elas me encontram, estampam aquele sorriso largo
e brota aquele abraço carinhoso. Arléia, você não morreu, está viva nas filhas
e netos. Saudades e gratidão.
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