As quadrilhas fizeram, fazem e sempre farão o maior sucesso nas festas juninas. Dizem que no nordeste o ano se divide em duas partes: Carnaval e Festas Juninas. O Carnaval, seja onde for, não me atrai, mas as quadrilhas exercem um fascínio muito grande sobre mim. É nesta época do ano que fico presa à televisão atrás das reportagens das tradicionais festas juninas das regiões norte, nordeste. A riqueza das coreografias, o artesanato que explode no colorido das roupas, que riqueza de detalhes. A criatividade e variedade de materiais empregados é de uma riqueza ímpar. Não há ouro ou pedra preciosa que se iguale. Mas tudo isso cativa porque quem se dispõe a participar das danças, o faz com o coração. As raízes falam mais alto, e então, numa explosão de sentimentos o espetáculo acontece. E nossos repórteres, na ânsia de buscar o novo, acabam apresentando espetáculos que nada mais são do que a perpetuação de nossa cultura. Nestas regiões todos são valorizados, principalmente os mais velhos. São eles os responsáveis por manter vivas as tradições. Em todas as apresentações, o que vemos, são pessoas simples, de todas as idades, crianças, jovens, idosos. A partir do momento que integram um grupo, a alegria toma conta. Ninguém está preocupado se está acima do peso, se falta um dente na boca, se é velho demais, ao contrário, quando entrevistados exibem uma satisfação de dar inveja. Admiro o trabalho que os artistas mais jovens fazem, criando ONGS do nada, contando apenas com o recurso dessa motivação interna presente nas comunidades mais pobres e projetando-as para a vida! São jovens que ao invés de buscar na droga a realização pessoal, colocam os seus conhecimentos, a sua arte, a serviço da formação das novas gerações. E assim vão surgindo por esse Brasil afora, bandas, orquestras, grupos de dança, etc. Os projetos de sustentabilidade, outro grande exemplo. Do nada, mas muito bem orientados, contando apenas com os recursos naturais de cada região, o artesanato regional já está alcançando o mercado internacional.Por trás de cada idealizador de um projeto há um ser humano preocupado com o próximo, com o futuro. Vamos acompanhar com atenção o que o mês de junho nos reserva. E vamos curtir nossos netos dançando as populares quadrilhas em suas escolas.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
quarta-feira, 3 de junho de 2015
DOCES E COLORIDAS LEMBRANÇAS
Parece que ainda sinto no rosto o frio do mês de junho enquanto acompanhávamos a procissão, mas ao chegarmos lá, parecia que tínhamos alcançado uma grande vitória, pois tudo era muito festivo. Entrar na capela era essencial. Era nossa homenagem ao grande Santo. Depois, sim, curtir tudo que a festa oferecia. Íamos à pé, mas a volta era de circular. Como o próprio nome está dizendo, eram ônibus que ficavam circulando durante o dia e à noite, levando o povo para festar. Nos horários de pico formavam-se filas imensas. Eram pagos, mas nunca nos deixavam na mão. De Lençóis partiam da Rodoviária. Soube que estão providenciando melhorias no acesso ao Bairro do Corvo Branco, pois, hoje, quem quer chegar lá, precisa pegar a rodovia que dá acesso à cidade de Macatuba, e ao chegar na altura do Corvo Branco, sair no acostamento e aguardar que a pista esteja livre para atravessá-la em segurança. Perdeu-se o encanto de andar, andar, andar muito para chegar até lá, mas vale a pena marcar presença. O grande problema hoje é onde estacionar, mas acredito que a comissão dos festejos deve ter se preocupado com isso. A Capela é pequena, mas o coração de Santo Antonio é imenso e generoso. Minha mãe é grande devota de Santo Antônio. Possui várias imagens dele e relata grande número de graças alcançadas através dele. Nós, seus filhos, aprendemos com ela a suplicar em todos os momentos difíceis. Na recuperação de objetos perdidos, sua ajuda é infalível. Minha mãe tem inúmeras orações, que de tanto rezar, estão amareladas e comidas pelo tempo. Mas é muito linda a devoção que ela tem ao santo. Santo casamenteiro é também uma grande fama dele. Existe até uma imagem desrespeitosa, que é vendida em grandes centros religiosos, para fazer chantagem com ele. O Menino Jesus que aparece em seu colo, é móvel, pode ser retirado. Então, quando alguém quer um namorado, esconde o pequeno Jesus e promete ao santo, só devolvê-lo, quando lhe conceder a graça pedida. É tão linda a vida de Santo Antônio. O pãozinho que é abençoado no seu dia é a tradição que nunca esteve ausente em nossa família. Todos nós comemos um pedacinho e o resto é colocado junto com os mantimentos, para que ele nunca falte em nossos lares. O pão é abençoado e distribuído na Igreja no seu dia, graças aos devotos que pagam suas graças, doando os mesmos.
terça-feira, 2 de junho de 2015
FESTA NO CORVO BRANCO
Fiquei muito feliz quando vi, num jornal local, a notícia da realização da tradicional Festa de Santo Antônio no Corvo Branco. De novo vieram à minha lembrança de criança como esta festa era prestigiada pela população de Lençóis. A abertura era feita com a solene procissão que saía da Igreja Matriz rumo ao Bairro do Corvo Branco. Não era motorizada. Mês de Junho era muito frio, mas lá íamos nós, acompanhando o andor de Santo Antônio. Casaco pesado, cachecol enrolado no pescoço, vela na mão e a devoção ao santo, faziam com que o povo todo ano participasse da festa. O trajeto era longo, considerando-se que a cidade de Lençóis não tinha a dimensão que tem hoje. Descíamos da Matriz até a rua 15 de Novembro, seguíamos até a esquina do atual Banco Itaú, subíamos até a Vila Contente. Na antiga Destilaria tinha início o trecho mais longo do percurso. Caminhávamos em chão de terra batida até chegar à Capela de Santo Antônio. Era realmente um grande gesto de fé e devoção ao santo. Esta procissão acontecia na abertura da festa. No dia de Santo Antônio havia missa solene com procissão pelos arredores da Capela. Tudo que hoje tenta se resgatar, não tem o mesmo gosto das festas da época, mas é louvável a iniciativa. Soube através dos jornais, que a Capela foi restaurada. Que a famosa Barraca do Recreio também está pronta para servir o tradicional almoço, que na época era feito pelas senhoras descendentes de italianos, as Capoani, as Canova, as Ciccone e as Pettenazzi, que sabiam fazer como ninguém, a deliciosa comida italiana: sopa de gratine, ravióli, leitoa assada, polenta com frango, tudo de dar água na boca. Esta barraca era frequentada pelas pessoas de maior poder aquisitivo. Porém, havia outra barraca que ficava na parte mais alta, famosa pelos pastéis e outros petiscos, comandada pela família Baptistella. Além das devoções, da comida, havia as diversões. Quem não conheceu o seu Arlindinho e sua famosa Barraca de prendas que eram sorteadas e faziam a delícia de quem ganhava? Ali encostavam velhos, adultos, crianças, que adquirindo seu bilhete ficavam aguardando finalizar a venda dos números da rodada. Só então, Seu Arlindinho girava a roleta e anunciava o número. Era muito legal. As rodadas aconteciam o tempo todo. O Correio Elegante fazia a delícia de quem era jovem, na esperança de que Santo Antônio desse uma mãozinha! E o leilão de gado? Desde muito cedo, as pessoas responsáveis pela festa saíam pelas propriedades rurais pedindo prendas. Os animais ficavam expostos no recinto e no encerramento da mesma eram leiloados. Era uma tradição que se repetia anualmente. Eu acredito que a construção da Rodovia Marechal Rondon colaborou com o fim da tradicional festa, pois o perigo é muito grande para atravessá-la. Com o crescimento da cidade, a Capela do Corvo Branco passou a pertencer à Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, que tem como Pároco Padre Milton. Muito dinâmico, carismático, Padre Milton tem conseguido de seus paroquianos todo o apoio necessário para o resgate desta tradição. Quero prestigiar tudo que acontecer por lá. Que Deus abençoe todos aqueles que estão se dedicando a este evento.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Festas Juninas - Doces lembranças
Já estamos no mês de Junho, sexto mês do ano. Tradicional mês das festas juninas. Tornou-se tão curto, que o que era tradição ser comemorado em junho, agora se estende pelo mês de julho.Temos, então, festas juninas e julinas. Junho tem gosto de quentão, vinho quente, pipoca, canjica, doce de abóbora, de batata doce, arroz doce, etc. Desde muito cedo tomei gosto por estas festas. Quando criança, meu pai nos levava pelos sítios de seus tios e ali desfrutávamos da alegria de ver os familiares e amigos reunidos. Eu acho que para as crianças não havia coisa mais linda do que ver a fogueira ardendo e a sanfona tocando com maestria. As rancheiras executadas levavam para o meio do terreiro os casais que varavam a noite dançando.Todos arrastavam os pés alegremente. Tive oportunidade de crescer ouvindo este instrumento tocado com habilidade pela família BOSO e de conhecer pessoalmente o MÁRIO ZAN, sanfoneiro muito amigo da família e que fazia questão de comparecer às festas ou simplesmente curtir a amizade que os unia. Lembro-me das rezas, principalmente, da ladainha, que era rezada no final do terço, antes de erguer o mastro. Mês de junho era muito frio, e nós crianças não víamos a hora de levantar o mastro para correr e se aquecer na fogueira. Santo Antônio, o primeiro dos santos comemorado em junho, tem fama de santo casamenteiro. A tradição diz que quem não socar o mastro, não casa. Por isso, mal era levantado, as moças solteiras corriam na base do mesmo pedindo casamento e socando. Com isso, o mastro ficava firme até o ano seguinte. O pipocar dos rojões acontecia quando o mastro era levantado. Sempre ouvi falar que quem tem fé, no momento em que a fogueira já está reduzida à brasas, consegue atravessá-la descalço. Tinha muita curiosidade sobre isso, até que um dia, numa dessas festas em Alfredo Guedes, eu pude ver um devoto atravessar a fogueira sem se queimar. Inacreditável!
quinta-feira, 9 de abril de 2015
DE QUEM É ESTE PERFIL?
Campeã Regional/Bauru (11 anos consecutivos)
Campeã Paulista (mais de 10 vezes)
Campeã Brasileira pela ABQM (5 vezes)
Campeã do Congresso Brasileiro pela ABQM (6 vezes)
Campeã da Copa dos Campeões (2 vezes)
CAMPEÃ MUNDIAL, em 2.009, na ITÁLIA
Este perfil é de uma amazona lençoense, que passou pelas minhas mãos, quando fez a quarta série no Grupo Escolar Esperança de Oliveira. Uma menina muito linda, que como suas coleguinhas de turma, seguiu sua trajetória, buscando a realização profissional. Esta menininha me deu muito trabalho. Ao contrário da professora que adorava ensinar matemática, tinha muita dificuldade na matéria. Deve estar lembrada de minha paciência ao lidar com ela. Quando toda a classe estava absorvida em realizar os exercícios propostos, eu puxava a minha cadeira e me colocava ao seu lado, procurando auxiliá-la, principalmente, na divisão. Método breve, nem pensar. Era só pelo longo. Tabuada tinha que estar na ponta da língua. Teste rápido todos os dias. Sua mãe era presença constante na escola. Acompanhava de perto a filha. Seu pai, de família tradicional de Lençóis, tinha um hobby que lhe rendeu algumas vezes muita dor de cabeça. Era um exímio caçador. Minha aluninha vivia me prometendo uma ave deliciosa, fruto das caçadas de seu pai. Eu já conhecia a deliciosa carne de perdiz, pois meu pai também foi caçador. Não é que um dia fui presenteada com ela? Minha aluninha, dona de um sorriso invejável, que ilumina seu rosto, tinha que ser uma amazona. Sua infância foi na mesma casa que seus pais moram até hoje. A natureza exuberante por todos os lados. Animaizinhos, tanque com peixes, cachorros, um verdadeiro paraíso no meio da cidade. Quando fez o quarto ano, convidou-me para sua festa de aniversário. É claro que fui, como também todos os coleguinhas da classe.
Acredito que estejam curiosos para saber de quem estou falando. Trata-se de ANA PAULA ZILLO, filha de João Baptista Zillo e Ana Maria Ramirez. Ana Paula Zillo, 36 anos, desde os sete anos de idade monta a cavalo e compete. Perdeu as contas de quantas provas já venceu neste tempo todo. Estima que tenha mais de 500 troféus. Ana Paula é referência para crianças e adolescentes em todo o Brasil. São suas estas palavras: ”Quero competir ainda durante muitos anos. É minha paixão”. Ela está linda na capa da revista O COMÉRCIO, uma homenagem pelo Dia Internacional da Mulher. Parabéns, ANA PAULA!
domingo, 5 de abril de 2015
Penúltima Sessão da Câmara Municipal de Lençóis Paulista
Sempre que posso, vejo na TV Prevê, a reprise da Sessão da
Câmara Municipal que acontece toda segunda-feira em Lençóis Paulista. Confesso
que não gosto daquela leitura enfadonha feita pelo secretário da mesa e votada,
em seguida, pelos senhores vereadores.
Prefiro ouvir os debates. Porém, são poucos os vereadores que têm o dom
da palavra, mas desta vez eu tinha um motivo especial para segurar minha
impaciência e ficar focada num assunto muito importante que ia ser votado: o
Estatuto do Magistério Público Municipal. Sabia que na sessão anterior à
discussão, ou melhor, o debate, tinha sido caloroso. Mas havia pontos polêmicos
que precisavam ainda de um tempo maior para serem aprovados. E foi exatamente
isto que aconteceu. Há uns tempos, mudaram a jornada do professor municipal,
tornando impossível para ele, acumular um cargo no município e outro no estado.
Queriam que o professor municipal trabalhasse exclusivamente para o município.
Agora, querem redução na jornada, para que possam acumular. E parece-me que foi
aprovado. Outros pontos polêmicos ficaram para serem votados nas escolas por
todos os professores. Toda a Câmara se dispõe a acompanhar e fiscalizar esse
processo, para que realmente retrate a vontade da maioria. Tenho certeza de que
quem me acompanha no blog deve estar se perguntando porque meu interesse por
esse assunto. Porque gosto de acompanhar tudo que se refere à educação, embora
eu não seja funcionária municipal. Esse processo de erros e acertos, esse vai e
vem, mostra como é difícil acertar. O que foi bom ontem, já não é mais hoje.
Espero que diante das mudanças já aprovadas, o resultado apareça em uma melhor
qualidade de ensino. A fala de um nobre vereador é que me levou a escrever esta
página. Ao ocupar a Tribuna, ele fez menção às suas primeiras professoras:
Maria Ângela Trecenti Capoani, que o alfabetizou, Dulcinéia Orsi Morelli,
professora do segundo ano e Anna Dorothy Pirozzi Seoli, professora do terceiro
e quarto anos. Ao falar de suas primeiras mestras, expressou sua gratidão pelo
trabalho feito com carinho, dedicação, competência e muita doação. Lembrou-se
de um mimo que ganhou de sua professora D. Dorothy: versos pirografados num
retângulo de madeira, mas que ficaram gravados também em sua memória.
Recitou-os e um colega o chamou de vereador poeta. Tipó, o nobre vereador
poeta, homenageou assim todos os professores que têm em suas mãos a formação
das novas gerações.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
ESCOLA ARRECADA FOTOS ANTIGAS PARA EXPOSIÇÃO DE SEUS 90 ANOS
Este título me chamou atenção quando lia, no Jornal de Bauru, as páginas dedicadas à Cultura. Uma foto pequena trazia a figura do diretor da Escola Guedes de Azevedo, Senhor Roberto Pallota, provavelmente em sua sala ou na Biblioteca da Escola, e sobre uma mesa, muitos álbuns de fotografia. Percebe-se que são antigos e que talvez façam parte do acervo cultural da escola. Comecei a ler o artigo e já no primeiro parágrafo fiquei encantada com a iniciativa do diretor, pois exatamente há um ano, nós também, em Lençóis Paulista, estávamos nos debruçando em um mesmo objetivo, ou seja, comemorar os cem anos do nosso querido Grupo Escolar Esperança de Oliveira. No referido artigo, o diretor fala que pretende até agosto, reunir o máximo possível do acervo fotográfico dos ex- alunos e comemorar em grande estilo. Eu me identifiquei muito com a intenção do atual diretor da escola, porque seu principal objetivo é despertar nos atuais alunos da Escola Guedes de Azevedo, a consciência do trabalho pedagógico ali desenvolvido desde os tempos de sua mãe, quando introduziu, há trinta anos, uma metodologia de alfabetização . Marília Guedes de Azevedo Pallota é o nome de sua mãe e mantenedora da escola. Mais lindo ainda é o slogan que criaram para divulgar a comemoração dos 90 anos do Guedes de Azevedo: ”Nossa história vai além do portão da escola: está na casa, nos álbuns e na memória”. Parabéns ao diretor pela iniciativa. Os nomes dos grandes educadores não podem cair no esquecimento. É esta consciência que não há dinheiro que pague. A valorização vem como fruto de um trabalho feito com responsabilidade, amor, dedicação. Foi com a intenção de colaborar com os festejos do Centenário do Esperança de Oliveira, que em março do ano passado, criei o meu blog, e até hoje posto páginas dedicadas àqueles que souberam e sabem honrar a profissão de educador. Quem quiser colaborar, a escola tem todos os meios digitais à disposição. Coloca também seu telefone como meio de contato. Desejamos muito sucesso nesta valiosa iniciativa e que os frutos sejam doces para todos que ali deixaram sua marca
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