segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MARIA CONCEIÇÃO VIEGAS - ADMIRAÇÃO ETERNA

Os anos passaram, e toda vez que tenho oportunidade de falar dela, eu me emociono, tamanha foi a influência que exerceu em minha vida. Primeiramente, como minha professora de terceiro ano do curso primário, depois, como minha primeira diretora. Já citei inúmeras vezes seu nome nas páginas publicadas. Quero agora, com o consentimento de seus familiares, dedicar algumas páginas exclusivamente a ela. Quero entrar no Túnel do Tempo, trazer a menininha encantadora que deve ter sido “D. Maria”. Tenho em minhas mãos, seus caderninhos de quando frequentou o grupo escolar, guardados com o maior carinho pela família. Agradeço à Nilce que me confiou este imenso tesouro. Quero ser digna de captar tudo aquilo que ali ficou registrado. Acredito que vamos nos deliciar conhecendo mais ainda fatos de sua vida. Lembrei-me do livro “Bisa Bia, Bisa Bel”, quando a netinha descobre a foto de sua bisavó criança e, a partir de então, é tomada por tanto carinho, que transforma sua “bisa” na sua melhor amiguinha, carregando-a sempre consigo, transformando-a em sua companheira de todas as horas, escondidinha, bem pertinho de seu coração.
1937 - 1938: É desse período os cadernos que tenho em mãos. São cadernos tipo brochura, sem pauta. Na capa tem impresso: 3º GRUPO ESCOLAR/CADERNO DE TREINO/3º ANO A/ ALUNA MARIA CONCEIÇÃO VIEGAS/PROFESSORA D. IRACEMA AMARANTE
No espaço reservado para o nome da aluna, com uma letra muito delicada, aparece o nome Maria Conceição Viegas, letra da própria criança. No meu tempo de criança, este caderno era chamado de “borrador”. Caderno de treino, nada mais era do que um caderno de tarefa. Para evitar desperdício, as páginas eram numeradas. Porém, o que mais chama atenção é a quantidade de tarefa e a ocupação de cada folha. O espaço era ocupado milimetricamente. Na mesma página, dividida em colunas, cabia, às vezes, a tarefa de matemática e de português. Mas a quantidade de tarefa era realmente espantosa. Acredito que se a criança passava quatro horas na escola, ela passava mais quatro em casa fazendo tarefa. Havia tarefas especiais para as férias, para o carnaval, para os feriados, etc.                    
Vejam esta tarefa passada para os dias de Carnaval: Treino Ortográfico (Uma lista com CEM palavras para serem copiadas e divididas em sílabas), Lista coletiva do mês de janeiro inteirinha, Algarismos Romanos de 391 até 420, mais duas contas. Os algarismos romanos eram escritos em sequência: 391-CCCXCI, 392-CCCXCII, 393-CCCXCIII, 394-CCCXCIV... É interessante observar que todo dia a tarefa seguia o mesmo esquema: Treino ortográfico, Algarismos romanos, duas contas. Mesmo dominando a escrita dos numerais romanos, em toda tarefa aparecia a exigência de se escrever uma sequencia. A escrita passava de mil, dois mil, etc. Era fixação que não acabava mais! Vou publicar uma série de páginas sobre a menininha MARIA CONCEIÇÃO VIEGAS. É a forma que encontrei de homenageá-la. Até a próxima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário