domingo, 9 de novembro de 2014

A DISCIPLINA NO LAR

Quanto à disciplina no lar, conta um pai jubiloso: “Meu filho mais velho, aos 14 anos, tornou-se vadio e impertinente. Instituímos, então, um regime duro de castigos, castigo em casa e na escola, porém, nada conseguimos. O menino vivia triste, calado. Afinal, o que havíamos previsto, aconteceu, levou bomba. Quisemos pô-lo para estudar nas férias, quando lemos sobre o valor do estímulo. Resolvemos mudar de tática. Demos- lhe uma chance inesperada: fazer um acampamento para o estudo de um tema da juventude. O rapaz ficou alegre, surpreso, principalmente, por ser perdoado. Transformou-se do dia para a noite. Mudou de gênio. No ano seguinte, foi o primeiro da turma.
Os pais precisam manter uma mentalidade positiva a respeito dos filhos. Os pais positivos acreditam nos seus filhos. Admiram suas qualidades. Seus lábios nem proferem a palavra defeito. Para eles, seus filhos têm dificuldades. Os pequenos não gostam de ordens, nem de conselhos, mas gostam de ajuda, de sugestões. “Você tem sido um bom menino, esforçado no estudo, serviçal, mas você tem dificuldade de levantar cedo. Seus atrasos vão prejudicar o conceito que o professor faz de você.”
As ordens precisam ser dadas na ordem de valores. Assim, a preguiça nos estudos, é mais grave que a mancha na roupa, esbanjar dinheiro, enquanto muitos morrem de fome, é mais grave que não estudar.
A maledicência é mais grave do que falar com a boca cheia. A noção de valor é adquirida exatamente através da reação dos pais ante os erros a acertos dos filhos. Os castigos e a recompensa ajudam muito a formar a consciência moral. As surras e os pitos são bem aceitos, quando se dirigem ao erro e não ao transgressor da ordem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário