Quanto à disciplina
no lar, conta um pai jubiloso: “Meu filho mais velho, aos 14 anos, tornou-se
vadio e impertinente. Instituímos, então, um regime duro de castigos, castigo
em casa e na escola, porém, nada conseguimos. O menino vivia triste, calado.
Afinal, o que havíamos previsto, aconteceu, levou bomba. Quisemos pô-lo para
estudar nas férias, quando lemos sobre o valor do estímulo. Resolvemos mudar de
tática. Demos- lhe uma chance inesperada: fazer um acampamento para o estudo de
um tema da juventude. O rapaz ficou alegre, surpreso, principalmente, por ser
perdoado. Transformou-se do dia para a noite. Mudou de gênio. No ano seguinte,
foi o primeiro da turma.
Os pais precisam
manter uma mentalidade positiva a respeito dos filhos. Os pais positivos
acreditam nos seus filhos. Admiram suas qualidades. Seus lábios nem proferem a
palavra defeito. Para eles, seus filhos têm dificuldades. Os pequenos não
gostam de ordens, nem de conselhos, mas gostam de ajuda, de sugestões. “Você
tem sido um bom menino, esforçado no estudo, serviçal, mas você tem dificuldade
de levantar cedo. Seus atrasos vão prejudicar o conceito que o professor faz de
você.”
As ordens precisam
ser dadas na ordem de valores. Assim, a preguiça nos estudos, é mais grave que
a mancha na roupa, esbanjar dinheiro, enquanto muitos morrem de fome, é mais
grave que não estudar.
A maledicência é mais grave do que falar com a boca
cheia. A noção de valor é adquirida exatamente através da reação dos pais ante
os erros a acertos dos filhos. Os castigos e a recompensa ajudam muito a formar
a consciência moral. As surras e os pitos são bem aceitos, quando se dirigem ao
erro e não ao transgressor da ordem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário