quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A EFICÁCIA DOS EXEMPLOS E OS MÉTODOS VÁLIDOS DE DISCIPLINA

Todas as crianças, adolescentes, precisam de muito estímulo à perseverança, de simpatia encorajadora, de alguém que lhes permita dialogar com o que de mais perfeito têm em si mesmos, para atingir a maturidade. Estejam, pois, os pais, bem próximos dos filhos, nas intrincadas e dolorosas encruzilhadas da vida. Tenham fé na eficácia dos exemplos e dos métodos válidos de disciplina, mas recorram, à graça divina, fonte de inspiração e de segurança.
A recompensa também é estímulo, quando não é a principal razão do esforço. É de efeito milagroso, quando justa e oportuna.
Pagar por todas as notas boas venaliza. Elogiar o que é dever rotineiro enfraquece o valor do elogio. O que merece aprovação é um esforço fora do comum, que custou sacrifício. A criança necessita hoje, mais do que nunca, de um lar tranquilo, gestos em câmara lenta, olhar calmo de bem estar, ritmo sereno.
Sérgio tem 5 anos. Todos os dias é acordado pela mãe com violência. ”Depressa, levanta, estamos atrasados.” O pequeno, então, diz cheio de sono: “Não quero ir à escola.” A mãe se enfurece. “Vai e já. Puxa o menino, arranca-o da cama. É uma luta diária.”
A criança revela ao desenhar seu nível mental, seus problemas íntimos, seus desajustamentos. Certa vez, o professor pediu ao Sérgio que fizesse o desenho da família. Na mesma hora pôs-se a desenhar, porém, omitiu a mãe. A mestra pergunta: “Não há um lugarzinho para a mamãe?” “Não, disse o menino.” ”Não mesmo, insiste a professora?” Aí, o pequeno coloca a mãe num cantinho, espremida, mal desenhada e explica: “Ela está nervosa.”
A recusa de desenhar a mãe trai o conflito: relações tensas. Um dia, a mãe se deu conta de seu erro. Passou a acordar o caçula mais cedo, dizendo: “Temos muito tempo. Não precisa correr.” Tudo mudou. O pequeno passou a se vestir cantando, depressa, na alegria de chegar na escola. E no desenho da família, a mãe voltou a ocupar o primeiro lugar, de tamanho maior que os outros, bem desenhada.      
O hábito de estimular as tarefas, de fazer assumir encargos voluntariamente, de prestar contas com lealdade de suas obrigações, forma a consciência do dever. As exigências devem ter caráter impessoal (exigidas de todos), para não atiçar a desobediência. ”Aqui em casa, come-se a tal hora, levanta-se cedo e dorme-se cedo, etc. Mas, dizem os pequenos, na casa de meus amigos não é assim, é tudo à vontade”. A resposta é simples: ”Cada casa tem seu sistema. E quando você casar e tiver filhos, eu tenho certeza de que você vai ter ordem na sua casa”. A organização evita problemas. Cada coisa no seu lugar, é o segredo da boa organização.
E assim, através da riqueza de conhecimentos que D. Maria extraía de suas leituras, ganhávamos nós, em formação, para lidar no dia a dia com nossos alunos e nossos filhos. Guardo com carinho, principalmente, as recomendações dirigidas ao convívio familiar e a educação dos filhos. Seus filhos retratam muito a educação que dela receberam. Que bom saber que nos tornamos eternos, quando plantamos com amor. Os filhos, os netos, herdam a missão de transmitir às próximas gerações a lembrança de tão grande mãe, de tão amada avó!                                     

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