Enquanto aguardo ansiosamente os dados para encerrar com chave de ouro a
minha homenagem à grande mulher MARIA CONCEIÇÃO VIEGAS GARBINO, quero relatar
um fato que me deixou profundamente impressionada. Tudo isto aconteceu há mais
ou menos oito dias, quando fui à cidade de Bebedouro, assistir à solenidade de
Formatura de meu genro, que fez um MBA voltado para a sua área de atuação. Pude
testemunhar quanto trabalho, dedicação, sacrifício, empenho, perseverança é
preciso ter para se manter atualizado, trabalhando e estudando, para servir
cada vez melhor. Antes de mais nada, parabéns a ele! Bebedouro, um município
com uma população igual a de Lençóis, é onde fica a sede da CREDI CITRUS,
cooperativa por excelência, que possui em Lençóis uma filial. Foi lá que ele
fez o curso. Depois da belíssima festa, tivemos a oportunidade de conhecer um
pouco a cidade. Um dos locais mais interessantes da cidade é o Museu Eduardo F.
Matarazzo. Aqui aproveito para render minha homenagem ao nosso grande
Historiador e Pesquisador Senhor Alexandre Quito e às suas filhas Therezinha e
Meiry, pela grande prova de amor ao nosso Município, continuando a obra de seu
pai e zelando incansavelmente pela preservação de nossa História. Não podemos
comparar a organização do nosso museu com a do museu de Bebedouro. Em
Bebedouro, o que predomina é a grande quantidade de modelos de aviões, carros,
máquinas industriais, teares, impressoras, caixas registradoras, telefones,
etc. É muito emocionante o contato com os primórdios da era industrial, com o
primitivismo daquilo que fez o sucesso de seus criadores na época. Quando
visitamos o nosso museu, o Museu Alexandre Quito, somos tomados pela emoção de
que tudo que ali está exposto, nos pertence, saiu de nossas casas. A nossa
sensibilidade diante de tudo que está ali faz com que nos sintamos parte
daquela história. Já a sensação de quem entra no Museu de Bebedouro é de que
estamos partilhando da História do Mundo. Vou tentar descrever o espaço ocupado
pelo museu. É tão amplo, que inúmeras aeronaves se encontram espalhadas pelo
mesmo. Era meio dia quando eu, já cansada de percorrer o recinto, sentei-me em
um banco, embaixo de uma sombra gostosa produzida pela asa de um enorme Boeing.
Dizem que aquele foi o Boeing que trouxe a nossa seleção em 1958. Tive a
sensação de que nossos aviões modernos parecem pequenos perto dele. Pura
ilusão. Não preciso dizer que ficamos encantados com a oportunidade. Bem a
minha frente, uma máquina à vapor, uma Maria Fumaça. Incrível recordar que na
minha infância tive o privilégio de viajar de trem, trem à vapor, daqueles que
paravam na estação para abastecer de água, e com o fogo, produzia o vapor, que impulsionava a máquina. Isto sem falar da sua chegada à estação,
imponente, assustadora, soltando muita fumaça, aguardada por um sino que tocava
quando ele estava partindo da estação anterior. Lembranças maravilhosas de
infância. Há pouco tempo tive oportunidade de levar as duas netas de seis anos
para um passeio de trem, uma Maria Fumaça autêntica, que nos levou de Campinas
até Jaguariúna, passando pelas grandes fazendas de café, tudo conservado para
contar a História do Café, quando o Brasil era um dos maiores produtores do
mundo. Embora pequenas, curtiram muito o passeio, principalmente, por começarem
a relacionar passado e presente, informações transmitidas pelos adultos e
realidade. Na próxima página, vou detalhar mais algumas impressões que ficaram
dessa visita.
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