terça-feira, 25 de novembro de 2014

BUSCANDO INSPIRAÇÃO

Enquanto aguardo ansiosamente os dados para encerrar com chave de ouro a minha homenagem à grande mulher MARIA CONCEIÇÃO VIEGAS GARBINO, quero relatar um fato que me deixou profundamente impressionada. Tudo isto aconteceu há mais ou menos oito dias, quando fui à cidade de Bebedouro, assistir à solenidade de Formatura de meu genro, que fez um MBA voltado para a sua área de atuação. Pude testemunhar quanto trabalho, dedicação, sacrifício, empenho, perseverança é preciso ter para se manter atualizado, trabalhando e estudando, para servir cada vez melhor. Antes de mais nada, parabéns a ele! Bebedouro, um município com uma população igual a de Lençóis, é onde fica a sede da CREDI CITRUS, cooperativa por excelência, que possui em Lençóis uma filial. Foi lá que ele fez o curso. Depois da belíssima festa, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco a cidade. Um dos locais mais interessantes da cidade é o Museu Eduardo F. Matarazzo. Aqui aproveito para render minha homenagem ao nosso grande Historiador e Pesquisador Senhor Alexandre Quito e às suas filhas Therezinha e Meiry, pela grande prova de amor ao nosso Município, continuando a obra de seu pai e zelando incansavelmente pela preservação de nossa História. Não podemos comparar a organização do nosso museu com a do museu de Bebedouro. Em Bebedouro, o que predomina é a grande quantidade de modelos de aviões, carros, máquinas industriais, teares, impressoras, caixas registradoras, telefones, etc. É muito emocionante o contato com os primórdios da era industrial, com o primitivismo daquilo que fez o sucesso de seus criadores na época. Quando visitamos o nosso museu, o Museu Alexandre Quito, somos tomados pela emoção de que tudo que ali está exposto, nos pertence, saiu de nossas casas. A nossa sensibilidade diante de tudo que está ali faz com que nos sintamos parte daquela história. Já a sensação de quem entra no Museu de Bebedouro é de que estamos partilhando da História do Mundo. Vou tentar descrever o espaço ocupado pelo museu. É tão amplo, que inúmeras aeronaves se encontram espalhadas pelo mesmo. Era meio dia quando eu, já cansada de percorrer o recinto, sentei-me em um banco, embaixo de uma sombra gostosa produzida pela asa de um enorme Boeing. Dizem que aquele foi o Boeing que trouxe a nossa seleção em 1958. Tive a sensação de que nossos aviões modernos parecem pequenos perto dele. Pura ilusão. Não preciso dizer que ficamos encantados com a oportunidade. Bem a minha frente, uma máquina à vapor, uma Maria Fumaça. Incrível recordar que na minha infância tive o privilégio de viajar de trem, trem à vapor, daqueles que paravam na estação para abastecer de água, e com o fogo, produzia o vapor, que impulsionava a máquina. Isto sem falar da sua chegada à estação, imponente, assustadora, soltando muita fumaça, aguardada por um sino que tocava quando ele estava partindo da estação anterior. Lembranças maravilhosas de infância. Há pouco tempo tive oportunidade de levar as duas netas de seis anos para um passeio de trem, uma Maria Fumaça autêntica, que nos levou de Campinas até Jaguariúna, passando pelas grandes fazendas de café, tudo conservado para contar a História do Café, quando o Brasil era um dos maiores produtores do mundo. Embora pequenas, curtiram muito o passeio, principalmente, por começarem a relacionar passado e presente, informações transmitidas pelos adultos e realidade. Na próxima página, vou detalhar mais algumas impressões que ficaram dessa visita.


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