Ainda do caderninho de D. Maria...
O regresso do pai ao lar é o ponto alto da intimidade
familiar. Cumpre-lhe preparar a entrada em casa, dispondo-se à maior
cordialidade, à expansões de carinho e alegria. Na hora da refeição, deve-se
cultivar a alegria de estar junto.
Todo casal deve cuidar mais das refeições. Seja bela a mesa,
bem apresentados os pratos e gostosas as iguarias. Quem saboreia pratos
gostosos, abre-se à boa vontade. Os bares dos colégios têm alta função
socializadora. Os amigos que não comem juntos, não funcionam totalmente. A mãe
que adota em sua mesa os amigos de seus filhos, está operando treinamento para
a vida social. Todos à mesa, portanto, para as refeições.
A mesa do pobre, em geral, é mais acolhedora que a do rico.
Quantas vezes a preocupação excessiva das boas maneiras paralisa a conversa. O
vinho entornado, a mancha na toalha, que drama nos salões aristocráticos! Um
velho comissário de polícia, diante dos crimes cometidos por jovens, costumava
dizer: ”Para mim, tudo isso acontece porque já não existe mais a sala de
jantar.”
Sejam alegres as nossas refeições, para que se convertam em
fontes de congraçamento, de união.
Nenhum comentário:
Postar um comentário