Por mais cultos e
amorosos, os pais muito lucram quando abrem as portas do seu lar aos parentes.
Novos temas de conversa, maneiras diversas de encarar a vida, as comparações,
os novos afetos. Simpatizando com os parentes, os pais ensinam o espírito de
grupo e a tolerância.
Os avós podem ser uma
ajuda preciosa, quando sabiamente complementam, ajudam e não desejam
substituir, nem competir com os pais. Que sabedoria quando se constituem em
conselheiros discretos, diante da inexperiência do casal, nas doenças, nos
fracassos, nos negócios, nas dificuldades conjugais.
Os empregados também
desempenham papel importante na tranquilidade do lar e na educação das
crianças. Merecem, pois, um trato cordial. Os patrões devem cuidar de sua saúde
e bem estar, valorizar as suas qualidades, promover seu nível cultural.
Os vizinhos trazem
igualmente ao lar, aspectos novos de humanidade. Contam novidades, à sua moda,
os acontecimentos, revelam conhecimentos úteis. O comentário criterioso de suas
visitas é ocasião valiosa para os pais de iniciar os filhos na arte do
discernimento das pessoas e das coisas. Os pais seguros, não temem competições
à sua influência, embora vigilantes, integram seus familiares e amigos à vida
da família, aceitam seus convites, retribuem amabilidades. Acompanham bem de
perto as influências externas, aprovando umas e corrigindo outras.
É com a maior
confiança que soltam as pombas dos pombais, mas, ao anoitecer, quando elas
voltam, lá estão eles em plantão de amor, para estreitar os laços afrouxados e
reforçar a benfazeja intimidade familiar. Uma forte corrente de calor humano,
supera as dissensões e mantém a boa disposição dos pequenos para com os
grandes, sem o que, não haverá educação.
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