Vejam que interessantes essas anotações do caderninho de D. Maria.
A casa deve ter um
lugar marcado de conversa e oração. A cadeira de balanço favorece o aconchego.
Os gestos e palavras costumeiras de saudar, de despedir, de consagrar pela
oração, o alimento, impregnam a alma de afeto e fé.
A oração em família é
fator de segurança sem igual.
O fervor dos pais é
contagioso, pois toda criança é mística. A confiança na Providência Divina cura
dos medos, que tanto amarguram a infância.
A casa paterna vale
pelo espírito de família, animado pelo calor humano.
A mãe e o pai sempre
atentos aos problemas dos filhos.
O casal unido, de
braços abertos às manifestações de carinho, rindo e cantando, ouvindo e
contando histórias, vibrando com os sucessos obtidos, reconhecendo o esforço.
Todos esses elementos fazem do lar uma lareira.
A comunicação da alma
é fácil quando a criança sente que tem seu lugar marcado, que é insubstituível.
O regresso ao lar, sempre uma festa. Os pais hão de interromper o que estão
fazendo, para sorrir e acolher os filhos. O acolhimento atencioso é o sinal
sensível do amor. O reencontro dos membros da família dentro de um estado de
bom humor, com beijos, abraços e sorrisos, constitui a suprema técnica da
organização do espírito de família. A constância do amor revelada dia após dia,
nessas expansões, infunde segurança e propicia higiene mental. Sejam adiadas
para ocasiões mais oportunas, censuras e queixas, castigos e conselhos.
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